De fato não haveria data melhor pra eu começar isso aqui.
Hoje é mais uma importante data para o glorioso processo eleitoral democrático de nosso país: o segundo turno.
É hoje que nossa já medíocre participação na vida política do país se torna mais medíocre ainda, pois a total falta de opções faz com que muitos pratiquem aquele tal de voto útil... votar no menos pior.
E aí também termina hoje a nossa incrível participação: a gente vai lá, aperta os botõesinhos, e dá um fim nisso tudo.
Faz tanta diferença assim quem vai ganhar?
Quer dizer, tirando a possível sensação de felicidade ao ganhar o candidato em quem se votou, muda em alguma outra coisa?
Vamos ser diretos, ganhe quem ganhar, seguiremos (quase) todos normalmente em nosso dia-a-dia, iremos para nossas escolas ou trabalhos, teremos alguma diversão, e continuaremos com nossas discussões políticas na mesa do bar.
Não faz diferença pra ninguém, essa é a verdade. É a tal da apatia.
Se fizesse mesmo diferença, as pessoas manifestariam isso de alguma forma.
Então, vamos lá apertar os botõesinhos e seguir nossas vidas né?
Dead Fish - Modificar
E então veio 1985 e o sonho por liberdade voltou.
E por todas as ruas o povo gritava louco por Diretas já.
Já era hora se fez o tempo, aqueles tempos foram escuros demais.
Toda a esperança vinha das ruas e não havia como perder.
Mas desta vez fomos logrados
por um colégio eleitoral,
transição segura fria e lenta
para os que estavam no poder.
E nosso sonho por saúde e educação
se foi
largado pra depois.
E os militares que esperávamos que um dia iriam pagar
continuam no poder.
Então veio 88,
foi determinado agora sim poderíamos votar/escolher.
Mas um ano depois percebemos o quão estávamos enfraquecidos.
Corações e mentes agora guiados (ordenados) por uma tela de TV.
Nossa vontade já não existia pois agíamos como zumbis.
Pagamos caro pela ilusão,
o moderninho nos enganou.
E enquanto retia nossa poupança
roubava mais que os ladrões.
E nosso sonho por um dia sermos iguais
se foi,
foi deixado pra depois.
E os corruptos que esperávamos que um dia iriam pagar
acabavam de se eleger.
Quando vieram os anos 90
e o caos e o cinza tomou conta de tudo.
Salvadores de pátria agora não iriam mais ajudar.
Não há mais culpados nem inocentes, agora todos irão pagar.
Mas na guerra sublimada aleijados e analfabetos ainda tentam modificar
Hoje é mais uma importante data para o glorioso processo eleitoral democrático de nosso país: o segundo turno.
É hoje que nossa já medíocre participação na vida política do país se torna mais medíocre ainda, pois a total falta de opções faz com que muitos pratiquem aquele tal de voto útil... votar no menos pior.
E aí também termina hoje a nossa incrível participação: a gente vai lá, aperta os botõesinhos, e dá um fim nisso tudo.
Faz tanta diferença assim quem vai ganhar?
Quer dizer, tirando a possível sensação de felicidade ao ganhar o candidato em quem se votou, muda em alguma outra coisa?
Vamos ser diretos, ganhe quem ganhar, seguiremos (quase) todos normalmente em nosso dia-a-dia, iremos para nossas escolas ou trabalhos, teremos alguma diversão, e continuaremos com nossas discussões políticas na mesa do bar.
Não faz diferença pra ninguém, essa é a verdade. É a tal da apatia.
Se fizesse mesmo diferença, as pessoas manifestariam isso de alguma forma.
Então, vamos lá apertar os botõesinhos e seguir nossas vidas né?
Dead Fish - Modificar
E então veio 1985 e o sonho por liberdade voltou.
E por todas as ruas o povo gritava louco por Diretas já.
Já era hora se fez o tempo, aqueles tempos foram escuros demais.
Toda a esperança vinha das ruas e não havia como perder.
Mas desta vez fomos logrados
por um colégio eleitoral,
transição segura fria e lenta
para os que estavam no poder.
E nosso sonho por saúde e educação
se foi
largado pra depois.
E os militares que esperávamos que um dia iriam pagar
continuam no poder.
Então veio 88,
foi determinado agora sim poderíamos votar/escolher.
Mas um ano depois percebemos o quão estávamos enfraquecidos.
Corações e mentes agora guiados (ordenados) por uma tela de TV.
Nossa vontade já não existia pois agíamos como zumbis.
Pagamos caro pela ilusão,
o moderninho nos enganou.
E enquanto retia nossa poupança
roubava mais que os ladrões.
E nosso sonho por um dia sermos iguais
se foi,
foi deixado pra depois.
E os corruptos que esperávamos que um dia iriam pagar
acabavam de se eleger.
Quando vieram os anos 90
e o caos e o cinza tomou conta de tudo.
Salvadores de pátria agora não iriam mais ajudar.
Não há mais culpados nem inocentes, agora todos irão pagar.
Mas na guerra sublimada aleijados e analfabetos ainda tentam modificar
