25.1.07

Soma.



Começou mais uma noite nas esquinas em que o fogo apaga as memórias do que foi um dia, e em contrapartida já nem parece se importar em perceber o quanto desandou.
E se vive de verdade? Se vive das verdades compradas em becos sujos.
Uma rosa, um escarro, dedos queimados, assina o contrato sobre o que deve ceder,
para tornar mais fácil deixar escapar pelas mãos os segundos que não quiser ver,
e tornar aceitável a rendição...
De joelhos não pode ver que os pés não pisam no chão.

Fermenta esta tarde, carbura o instante, dissolve o medo em doses espontâneas.
Ignora qualquer grito, trancende todo o vício, com o prazer de arrancar a alma pela solidão.




(blog abandonado às traças e com recordes negativos de comentários e vizitas...)

5.1.07

(fiz no reveion, ainda não tem nome, e não garanto que esteja pronto)




Se agora o fim do mundo em um segundo
Declamar a morte, haverá em sua face o corte
Que grita pelo o que viver?

Eu ainda me lembro de nossas mãos aqui,
De cada vez que sonhamos alcançar algo melhor.

Extendo os braços pra tocar as sombras de algum lugar
E mesmo com os pés no chão não há tempo de hesitar


Estas correntes são tão fracas
Aumente o grito pra tentar dobrar o céu mais uma vez
(vamos) Queimar o silêncio da história
Estas ruas que cantarão a glória de heróis sutis


Nos controla o medo de queimar
Mas quais histórias vamos contar
Para as hárpias quando chegarmos lá?!

Enquanto deixamos o tempo correr
Poderemos realmente sorrir
Enquanto não formos Deuses de si?!